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Comunicado aos trabalhadores representados pelo Sindicato Preponderante da Saúde de Bauru e Região
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Notícia

COMUNICADO

Publicado em : 23 de março de 2017

Por respeitar a história e conhecer o valor de cada trabalhador que atua em diferentes unidades sob gestão da Famesp na cidade de Bauru e que, hoje, tem como representação sindical o Sindicato Profissional Preponderante da Saúde de Bauru e região, a direção da Famesp sente-se na obrigação de novamente esclarecer que, como empregadora de mais de cinco mil trabalhadores das mais diversas categorias, é filiada a um Sindicato Patronal que a representa perante mais de 13 entidades sindicais diferentes. Por isso, em nenhum momento a Famesp teve má vontade em negociar reajustes salariais com seus colaboradores, tanto é que em outras regiões, a exemplo de Botucatu, uma proposta honesta e compatível à atual situação econômica do país foi feita e aceita pelos trabalhadores – dentro de todos os trâmites legais e com efetiva participação dos sindicatos patronal e preponderante daquela região. Com isso explicado, pontuamos, a seguir, os principais motivos pelos quais, até o momento, não houve avanço nas negociações 2016/2017 de reajustes salariais para quem atua no HEB, HBB, MSI e AME.

1. Discórdias em virtude de questionamentos jurídicos ocorridos entre chapas sindicais e/ou membros destas e destituição da diretoria do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Bauru (SEESSB) eleita em 2014, por decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15.ª Região, em agosto de 2016, estão entre fatos amplamente divulgados pela mídia que abalaram a representatividade dos trabalhadores da saúde de Bauru e região e geraram consequentes atrasos nos rumos das negociações trabalhistas, com perdas de prazos e comprometimento de informações para os próprios associados. Somente em 27 de outubro de 2016, uma nova diretoria foi eleita, resgatando as tratativas, mas ainda sem entendimento claro de que a Famesp é filiada a um Sindicato Patronal (Sindicato das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Filantrópicos do Estado de São Paulo – SINDHOSFIL) e, portanto, é com ele que o Sindicato Preponderante deve tratar as negociações coletivas.

2. Não há em vigência uma Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) firmada entre os sindicatos Patronal e Preponderante. A última convenção celebrada (2015/2016) já teve sua vigência vencida. E, até o momento, não há notícia da celebração de outra CCT porque o Sindicato Profissional Preponderante da Saúde de Bauru e região insiste em remeter pauta ao SINDHOSFIL para discussão coletiva, mas com caráter de acordo coletivo de trabalho, voltado somente para a Famesp e não para toda a categoria econômica (trabalhadores de outros serviços de saúde representados por este sindicato que abrange Bauru e região), o que, neste sentido, justifica a discordância do sindicato patronal. Além disso, é possível eventual perda da data base para o início das negociações 2017/2018 com o SINDHOSFIL, pelas mesmas razões já expostas.

Por prezar pelas relações trabalhistas, a Famesp registra tal histórico, contando com a compreensão de seus colaboradores no sentido de buscarem informações junto aos sindicatos Patronal e Preponderante, fazendo valer seus direitos, sem desconsiderar a fase atual enfrentada por todos os trabalhadores do País.

Bauru, 23 de março de 2017

Direção da Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar