Profissionais do AME e de instituições parceiras vão apresentar palestras relacionadas, orientações nutricionais e farmacêuticas, direitos e saúde emocional, exercícios e papel da enfermagem nos cuidados da pessoa com diabetes
Com uma programação especial voltada para pessoas com diabetes, acompanhantes e funcionários, o Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Bauru realiza, de 16 a 19 de novembro, a Semana do Diabetes que reúne palestras, testes de detecção da doença, com o Hemoglicoteste (HGT) e o de monofilamento (pé diabético), além de diversas atividades e orientações relacionadas aos cuidados no tratamento e à prevenção. A organização é da Comissão de Eventos da unidade que conta com a parceria de diversas instituições da cidade para celebrar o Dia Mundial do Diabetes – 14 de novembro. O tema da semana deste ano é o mesmo adotado pela Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD), “Enfermeiros e Diabetes”, e visa reconhecer o importante papel deste profissional nos cuidados de pessoas com Diabetes.
Durante a programação (clique para dias e horários de cada atividade) serão realizados os Hemoglicotestes (HGT) exclusivamente para pacientes e acompanhantes que passarem pelo AME, sempre associando os resultados a critérios como fatores de risco, horário da alimentação, histórico familiar de Diabetes, hipertensão, obesidade, colesterol, triglicérides, ingestão exagerada de sal, uso de bebida alcoólica, sedentarismo e idade avançada. “Com o glicosímetro medimos o nível de glicose no sangue com um furinho na ponta do dedo e uma gota de sangue que aponta possíveis alterações e necessidade de uma avaliação mais detalhada”, explica Tchay Ferrarini, enfermeira da linha de cuidados em diabetes do AME Bauru. Em caso de alteração significativa da glicemia, a enfermeira discute com a médica da linha de cuidados em diabetes as condutas de emergência glicêmica, podendo agendar atendimento com Endocrinologia na rotina da Unidade.
| Também serão realizados os testes de monofilamento para identificar feridas características do pé diabético. “Diferente do teste de HGT, esse exame é físico e envolve a busca por feridas características e falta de sensibilidade nos pés, e em caso de alterações ou presença de lesão, o usuário é encaminhado para a rede básica de saúde do seu município”, explica Ferrarini (áudios abaixo explicam os detalhes dos exames).
A Semana do Diabetes contará ainda com orientações presenciais nas duas salas de espera do AME, unidade estadual de saúde sob gestão da Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp), nos períodos da manhã e tarde, por meio de mini palestras que abordam temas específicos de acordo com o dia, como orientações nutricionais para diabéticos (com degustação de alimentos), com a nutricionista Jéssica Dayane, também do AME, juntamente com alunos da faculdade Anhanguera; O papel da enfermagem e o Diabetes, com enfermeira Tchay Ferrarini, do AME Bauru, com e alunos do curso de enfermagem da UNIP; Direitos e saúde emocional do diabético, com a assistente social Jessica Taís da Silva, e com a psicóloga Roberta Terrabuio Pioto, ambas do AME Bauru; Uso correto de medicamentos e importância da insulina, com a coordenadora Rute Xavier de Moura do curso de Farmácia da FIB; Vídeo-palestra sobre aspectos gerais do Diabetes apresentado pela comissão de eventos do AME; Divulgação e orientações sobre o funcionamento da Associação dos Diabéticos de Bauru (ADB), com equipe da instituição e com a assistente social do AME, Jessica Taís da Silva; e Dicas de alongamento adequado com professora Olga Mendes e alunos do curso de Educação Física da FIB Bauru. Todas as atividades são direcionadas exclusivamente para funcionários, acompanhantes e pacientes que passarem por atendimento no AME Bauru durante o evento. Linhas de cuidados e continuidade do tratamento |
![]() |
| A enfermeira Tchay Ferrarini realiza teste de monofilamento para identificar lesões e sensibilidade dos membros inferiores e superiores |
![]() |
| Hemoglicoteste (HGT) permite aferir o nível glicêmico do sangue, auxiliando na identificação e no tratamento do diabetes |
Principais fatores de risco para diabetes
- obesidade
- sedentarismo
- hipertensão
- antecedente familiar de diabetes
- histórico de diabetes gestacional
- mulheres com síndrome do ovário policístico
- uso crônico de algumas medicações como, por exemplo, os glicocorticóides
Dados
De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, existem atualmente, no Brasil, mais de 13 milhões de pessoas vivendo com a doença, o que representa 6,9% da população nacional.
Áudios da enfermeira Tchay Ferrarini, da linha de cuidados em diabetes do AME Bauru
- Tchay Ferrarini – Sobre a Semana do Diabetes do AME Bauru
- Tchay Ferrarini – Como é feito o hemoglicoteste (HGT) e para que serve
- Tchay Ferrarini – Como é feito o teste de monofilamento (pé diabético)
- Tchay Ferrarini – Exame físico para detecção de lesões e continuidade na rede básica
- Tchay Ferrarini – Sobre o tema enfermagem e o diabetes e a importância do profissional no cuidado de pessoas com diabetes
- Tchay Ferrarini – impacto da pandemia na pessoa com diabetes
- Tchay Ferrarini – pequenas lesões podem levar à morte se não tratadas
Ronaldo Diegoli | Assessoria de Comunicação e Imprensa – Famesp





