Rede estadual de Bauru terá primeira classe hospitalar

Postado por FAMESP em 13/09/2019 em NOTÍCIAS | Comentários desativados

Na foto, a partir da esquerda, a gerente de enfermagem Patrícia Lantman, a coordenadora da Educação Especial da Diretoria de Ensino de Bauru, Liane Galbiatti de Souza Lima, e a professora Luciana Vasconcelos Bueno Costa.

Nesta sexta-feira (13), às 10h, será inaugurada oficialmente a primeira classe hospitalar da região de Bauru. A oferta de atendimento da rede estadual começou a ser disponibilizada no Hospital Estadual de Bauru (HEB), unidade estadual sob gestão da Famesp, a partir do mês de agosto. Em todo o Estado de São Paulo há 63 classes de Educação Especial.

A classe hospitalar é destinada a pacientes com idade entre 7 e 17 anos internados por mais de 15 dias ou em tratamento ambulatorial contínuo, como hemodiálise e quimioterapia, por exemplo. O objetivo da classe hospitalar é oferecer acesso à educação básica e a continuidade de estudos a alunos que se encontram impedidos de frequentar a escola em razão de longos tratamentos de saúde.

O aluno receberá o conteúdo por meio das aulas que podem ser ministradas à beira do leito ou até na brinquedoteca ou quimioteca – espaços lúdicos utilizados pelos pacientes e acompanhantes. A definição dependerá do perfil e estado clínico do aluno.

“A classe hospitalar para Bauru é uma conquista. Afinal, é por meio dela que os alunos conseguem, em um período tão delicado de saúde, continuar seus estudos e ainda ter a interação com o professor. Dessa forma, o estudante pode persistir na realização do seu sonho”, reforçou a dirigente regional de ensino de Bauru, Gina Sanchez.

Envolvimento
“A participação da família nesse processo também é fundamental. Isso porque os pais precisam estar envolvidos e conscientes da importância dessa ferramenta educacional para a reinserção social da criança que passa muito tempo fora da escola regular”, destaca a professora Luciana Vasconcelos Bueno Costa, 47, que atua na área de Educação há 21 anos e tem especializações em Psicopedagogia e em Educação Especial.

A opinião é endossada pela médica oncologista pediátrica Claudia Teresa de Oliveira, que atua na Unidade de Oncologia do HEB: “A cura completa só acontece quando a criança está de volta à sua rotina, participando ativamente da vida social. E retomar os estudos, ainda no Hospital, é importante para manter esse vínculo com a rotina escolar e de vida em geral”.

Para Liane Galbiatti de Souza Lima, coordenadora da Educação Especial da Diretoria de Ensino de Bauru, a classe hospitalar é muito importante por favorecer a definição e implementação de ações que promovam o atendimento educacional em ambiente hospitalar de forma eficiente e adequada às características e expectativas desses alunos. “Além de garantir o acesso à educação nessa condição especial, a professora que atua nesse campo tem como objetivo promover atividades apropriadas ao desenvolvimento das competências e habilidades necessárias à reinserção social desse aluno que está na condição de paciente”, finaliza.

(Elaine de Sousa, Assessoria de Comunicação e Imprensa da Famesp, com Assessoria de Imprensa da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo)