HB estabelece fluxo do descarte à triagem de resíduos recicláveis e gera recursos com papelão, plástico e até retalhos de alumínio

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HB estabelece fluxo do descarte à triagem de resíduos recicláveis e gera recursos com papelão, plástico e até retalhos de alumínio

Publicado em : 7 de março de 2014

Desde dezembro de 2013, o Hospital de Base (HB) de Bauru, administrado pela Famesp, deu um passo importante para participar do processo de gestão sustentável do lixo reciclável. A partir da aquisição de 15 jogos de lixeiras de coleta seletiva, instaladas em locais estratégicos, equipes de setores como Higiene Hospitalar e Desenvolvimento e Educação Continuada do Hospital passaram a estimular a comunidade interna a fazer o descarte correto e, paralelamente, criaram um fluxo que reduz o acúmulo progressivo de dejetos em locais não-apropriados e ainda valoriza o chamado “lixo”, favorecendo a obtenção de recursos mensais que são investidos em ações de gestão de pessoas.

O “novo ciclo” gerou, em 2013, uma renda de R$ 8.400,00 a partir da reciclagem de papel, papelão e demais sucatas. O valor pode parecer insignificante, mas é preciso lembrar que não fosse a coleta seletiva toneladas de resíduos seriam desperdiçadas, causando até mesmo contaminação nos ambientes em razão de descarte equivocado.

Em Bauru (SP), um quilograma de alumínio em retalho custa, em média, R$ 2. Já o alumínio de latinhas vale mais: R$ 3/Kg, em média. O papelão tem uma variação no mercado de R$ 0,10 a R$ 0,15/Kg, dependendo da demanda. O papel branco também é bem valorizado: R$ 0,25 o quilograma. E o plástico vale, em média, de R$ 0,40 a R$ 0,60/Kg. Por mês, em média, o Hospital de Base acumula 1,1 tonelada de papelão e 450 Kg de plástico. Hoje, o Hospital de Base também faz a separação de sucata de ferro, reatores de lâmpadas e lixo eletrônico.

No caso dos resíduos descartados nas novas lixeiras, o ciclo começa no consumidor, que faz o descarte de forma selecionada (vidro, papel, metal e plástico). Depois, a equipe do setor de Higiene Hospitalar coleta os resíduos das lixeiras e faz o armazenamento num depósito localizado dentro do próprio Hospital de Base. Diariamente, sempre pela manhã, a equipe de uma empresa de reciclagem retira os materiais do HB para conferência e pesagem. O destino seguinte são as indústrias que vão reaproveitar os resíduos. E assim o ciclo recomeça.

De acordo com o setor Financeiro do Hospital de Base, a renda mensal adquirida a partir da comercialização de materiais recicláveis vai para um caixa específico e no ano passado, por exemplo, proporcionou a compra de panetones para os funcionários do Hospital.

Comportamento

“As lixeiras servem de estímulo para quem circula pelo Hospital e percebe que há locais corretos para o descarte de cada tipo de resíduo reciclável”, diz Daniela Garbeloto Terrassi, supervisora de higiene hospitalar do HB. Mas, como a separação de forma direta pelo consumidor ainda é uma atitude cultural, foi necessário planejar campanhas de esclarecimento para o uso sistemático dessas lixeiras.

“Nesses quase dois meses, já percebemos que as áreas externas do Hospital estão bem mais limpas. Antes das lixeiras, era comum vermos embalagens pelo chão”, observa Angelo Ivonei de Oliveira, funcionário que se responsabiliza pelo armazenamento e destino do lixo reciclável coletado no Hospital de Base. “Mas ainda precisamos avançar, afinal ações que dependem de mudança de comportamento demandam um longo tempo para funcionarem plenamente”, admite.

É por isso que, além dos cartazes e informativos já divulgados entre funcionários e pacientes do HB, desde janeiro, os setores de Desenvolvimento e Educação Continuada e de Higiene Hospitalar divulgam informações de conscientização sobre os tipos de lixo, tempo de decomposição de cada resíduo, risco ambiental e importância de seguir o fluxo de descarte. Para completar essas ações, um treinamento, com palestras, está marcado para os dias 12 e 13 de março.

“No Hospital, o uso de lixeiras de coleta seletiva é uma forma simples e eficaz de participar efetivamente desta que é uma grande ação a favor da vida e do planeta e só pode se realizar a partir da contribuição de cada um”, pondera a psicóloga do setor de Desenvolvimento e Educação Continuada do HB, Rosane Vilela.

A Famesp também investiu recentemente na compra de dois fragmentadores de papel branco para o Hospital de Base. Além do papel, o equipamento fragmenta CD e cartões de plástico. A coleta dos papéis brancos em todos os setores do Hospital de Base, especialmente os administrativos, é o próximo passo a ser dado pela equipe do HB em contribuição ao processo social em que se destacam os três “erres” mais conscientes do nosso tempo: reduzir, reciclar e reutilizar.

Elaine de Sousa
Assessoria de Comunicação e Imprensa da Famesp