Casas de Apoio: Nove anos de atendimento humanizado à pacientes do SUS

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Notícia

Casas de Apoio: Nove anos de atendimento humanizado à pacientes do SUS

Publicado em : 9 de fevereiro de 2015

O mês de janeiro de 2006 é lembrado por Rubens de Almeida, o Alemão, de forma singular. Afinal, foi neste período em que foi inaugurada a primeira Casa de Apoio, centro de acolhimento mantido pela Famesp e que atende pacientes submetidos a tratamento no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB). “Na oportunidade, foi criada uma unidade que visava tão somente receber pacientes oncológicos de outras cidades”, explica Alemão, diretor administrativo das atuais quatro Casas de Apoio. Além de pacientes, as entidades também acolhem os acompanhantes dos doentes.

Após nove anos da inauguração da primeira Casa de Apoio, Alemão comemora os resultados do trabalho constante e árduo desenvolvido por uma equipe multiprofissional “Hoje existem, nada menos, do que quatro abrigos nas imediações do hospital, que acolhem diariamente pouco mais de 100 pessoas”, explica. Os usuários do serviço chegam de diversas regiões do Estado e do País e, em alguns casos, ficam semanas hospedados nos centros.

O encaminhamento para as Casas é realizado pelo Serviço Social do HCFMB, que tem o compromisso de priorizar os casos mais delicados. Durante o período em que fica no serviço, o paciente tem à disposição café da manhã, almoço, chá da tarde, jantar e chá noturno. Aqueles que recebem uma dieta diferenciada em virtude do tratamento são supervisionados pelo próprio hospital. O projeto contribui para a redução de gastos hospitalares.

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Além de terem atendidas as necessidades de hospedagem, os pacientes desfrutam de atividades lúdicas, como por exemplo: artesanato, jogos interativos, leituras, etc. “Parabenizo todos os dirigentes da Famesp pela beleza desse empreendimento que, sem dúvida, é de extrema valia para todos os pacientes que tratam no nosso Hospital das Clínicas”, finaliza Alemão.

Origem:

Em meados de 2005, Alemão caminhava pelo câmpus da Unesp em Rubião Junior quando se deparou com um idoso de Paraguaçu Paulista, a 470 Km de São Paulo, deitado debaixo de uma árvore e com fortes dores em virtude do tratamento que realizava no HCFMB. Inconformado em perceber que não havia uma estrutura apropriada que pudesse acolher aquele homem, Alemão procurou o atual diretor-presidente da Famesp, Pasqual Barretti, na ocasião (2005) supervisor do HCFMB. A partir daquele encontro, foi dado o aval para que Alemão e sua equipe pudessem encontrar uma solução para os pacientes que realizavam tratamento no hospital, porém não tinham um local apropriado para se hospedar.
“Sem medo de errar, pensamos em montar uma casa que pudesse abrigar com dignidade todos esses pacientes de fora. Nosso primeiro passo foi correr atrás de um prédio que oferecesse condições para que o projeto saísse do papel. Poucos meses depois (janeiro de 2006) inauguramos a primeira Casa de Apoio ao Paciente Oncológico, com capacidade para acolher 44 pacientes de outras localidades”, explica Alemão.

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Após a inauguração da primeira Casa (I) e com o passar dos anos, outras unidades foram inauguradas com apoio irrestrito da Famesp na construção dos prédios, contratação de servidores, fornecimento de alimentos, etc. Além da Casa que acolhe o paciente vítima de câncer, há outras três unidades: Casa de Apoio II – destinada às crianças com câncer; Casa de Apoio III – voltada às mães que amamentam bebês prematuros e Casa de Apoio IV – destinada ao paciente transplantado e em diálise peritoneal.

Reconhecimento: Confira abaixo depoimentos de usuários das Casas de Apoio:

Marcelo de Oliveira Machado

“A vida de qualquer indivíduo, considerada no seu conjunto e na sua generalidade e unicamente nos fatos mais salientes, é, na realidade, sempre uma tragédia; mas, examinada nos pormenores, tem o caráter duma comédia. Porquanto o andamento e os tormentos de cada dia, as incessantes amolações do momento, os desejos e os temores da semana, os aborrecimentos de toda hora que nos foram mandados pela sorte sem pausa ocupada em escarnecer-nos, tudo isso são deveras cenas de comédia. Mas as ambições sempre desiludidas, os esforços sempre inúteis, as esperanças esmagadas sem piedade pela fortuna, os erros fatais de toda vida, com a dor que vai aumentando e com a morte por conclusão, eis em verdade a tragédia. Deste modo, e como se à desolação da existência a sorte tivesse querido juntar ainda a ironia, a nossa vida deve compreender todas as dores da tragédia, sem que ao mesmo tempo nos seja possível conservar ao menos a dignidade das personagens trágicas; devemos, ao contrário, nas largas particularidades da vida, ser forçosamente vulgares caracteres cômicos” (Arthur Schopenhauer)

Vocês, amigos, mudam em muito esta teoria filosófica pessimista… Obrigado Adriana, Luiz, Alemão, Paula, Lurdinha, Vera, Rafael, Rogério, Anderson, Luana, Janaina e muitos outros que me permitiram continuar acreditando.

Rosemeire da Silva

Quero agradecer a todos pelo carinho e dedicação que tiveram comigo e com Antônio. Deus continue abençoando a todos. Estou indo, mas levarei todos em meu coração. Deixo um grande abraço a todos os funcionários: Lurdinha, Vera, Luana, Rogério, Rafael, Paula, Alemão, Lucimara, Adriana, Pedro, Anderson, Benísia, Toninha, Sandra e Luizinho.

José Antônio Pozi

“Essa Casa funciona porque tem organização, tem administração. A unidade funciona como um relógio. As refeições vêm sempre no horário, os “meninos” que vem me buscar para fazer a radioterapia são todos educados, as funcionárias nos recebem com um sorriso. E isso ocorre, pois tem alguém que orienta. Aqui eu não me sinto doente, me sinto num hotel cinco estrelas. Não imaginava que tivesse um lugar com atendimento tão eficaz”.

Creusa Maria Barbosa

“Não voltarei mais para minha terra (Recife), pois sei que não terei o atendimento que tenho aqui. Às vezes, ouço pessoas criticando o HCFMB; nem tudo é perfeito, mas o que é bom deve ser reconhecido”.

Vinicius dos Santos
Assessoria de Comunicação e Imprensa da Famesp