Como está a pressão arterial dos trabalhadores do Hospital Estadual Bauru (HEB)? Preocupada com a saúde dos profissionais que diariamente promovem a saúde dos usuários da instituição, a equipe do setor de Saúde do Trabalhador do HEB realizou a “Primeira Campanha 12/8”.
O objetivo da iniciativa foi rastrear a hipertensão arterial dos trabalhadores e realizar a primeira avaliação de massa corporal e de taxa de glicemia. Ao todo, 45% dos 1.586 funcionários do HEB participaram de alguma etapa da Campanha.
Entre os resultados, a equipe identificou um índice significativo de funcionários com sobrepeso e obesidade: 61% dos que se submeteram à avalição do índice de massa corporal (IMC). Os resultados chamaram a atenção da equipe e foram úteis para que a Saúde do Trabalhador reforçasse parcerias com a Gerência de Hotelaria (responsável pela cozinha do hospital) e com Enfermagem, sempre com o apoio da Diretoria Executiva. Tais parcerias objetivam aperfeiçoar as ações de cuidados com a qualidade de vida dos colaboradores do HEB, realizadas no hospital já há alguns anos.
Resultados
A aferição de pressão arterial apresentou 94% de adesão e os resultados se distribuíram entre normal (80%), limítrofe (7%) e estágio nível 1 (11%). A média de idade dos limítrofes foi de 35 anos e do estágio 1 foi de 39. A participação no exame de taxa de glicemia foi menor, representando 77% de adesão total. Nesta avaliação, 28 pessoas apresentaram glicemia acima de 140 mg/dl e foram convocadas para reavaliação e acompanhamento no ambulatório do Hospital.
A avaliação do Índice de Massa Corporal (IMC) teve uma adesão de 97% da amostra e entre os examinados, 61% estiveram entre as faixas de sobrepeso ou obesidade. “Consideramos este resultado bastante preocupante, porque entre os 61% observamos até obesidade nível III. A divisão entre as faixas ficou: sobrepeso (34%), obesidade nível I (19%), obesidade nível II (5%) e obesidade nível III (encontrada em 3% deles)”, pontuou a psicóloga Milena Valelongo Manente, que integra as ações de saúde do trabalhador no HEB.
A psicóloga explica que a obesidade pode ser consequência dos maus hábitos de vida da população em geral, como fazer dupla jornada, mantendo dois ou mais empregos, deixar de ingerir alimentos periodicamente e de forma saudável e ser sedentário.
Prevenir e intervir
Desde abril, quando a Campanha foi desenvolvida, o Setor de Saúde do Trabalhador contou com a parceria de setores multidisciplinares para implantar medidas capazes de modificar os resultados encontrados na Campanha. Além da Nutrição, outros setores, como Enfermagem, somaram à equipe para implantar medidas de prevenção e intervenção na realidade de saúde que a Campanha mostrou. A equipe destaca ainda que a Saúde do Trabalhador já realiza sistematicamente ações preventivas e de promoção da qualidade de vida voltadas aos funcionários por meio de palestras, semanas de saúde, incentivo a adoção de hábitos mais saudáveis, disponibilização de cartilhas informativas, ergonomia, etc., sempre com abertura para receber sugestões de melhorias.
Elaine Sousa
Assessoria de Comunicação e Imprensa da Famesp



