O advogado e assessor jurídico da Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp), Maurício Passaroni, conquistou o título da Copa América de Handebol Master, na categoria 55+, pela Seleção Brasileira Master Sul/Sudeste. A competição foi realizada em Natal (RN), entre os dias 4 e 7 de setembro, e reuniu atletas de diferentes regiões. Com a conquista, Passaroni se tornou o primeiro atleta de Botucatu a vencer a disputa.

Passaroni e o treinador Fredi Pimentel
A trajetória que levou ao título começou em 2018, quando Passaroni passou a se dedicar ao movimento do handmaster. Desde então, foram anos de treinamentos, competições e preparação até a oportunidade de vestir a camisa da Seleção Brasileira Master Sul/Sudeste e representar o Brasil na competição.
A conquista também representa uma superação pessoal para o atleta. Após sofrer uma lesão, Passaroni passou a competir sem o ligamento cruzado do joelho direito, pois optou por não realizar a cirurgia para reconstrução. Mesmo diante dessa condição, manteve a prática esportiva e seguiu participando de competições, chegando ao título continental aos 55 anos. “Conquistar esse título na categoria 55+ é a realização de um sonho que começou a ser desenhado lá em 2018, quando entrei nessa luta pelo handmaster. Vestir a camisa da Seleção Brasileira Master Sul/Sudeste foi o ápice de muita entrega, garra e de uma emoção que mal cabe no peito”, relata.
Para Passaroni, porém, a medalha de ouro representa sobretudo uma conquista coletiva. A relação construída entre os integrantes da equipe durante a competição foi um dos aspectos destacados pelo atleta. “Essa medalha de ouro carrega cada gota de suor da minha jornada de superação individual ao longo desses anos, mas ela pertence, acima de tudo, ao nosso grupo. Não fomos apenas uma equipe em quadra; fomos uma verdadeira família que se apoiou em cada segundo de jogo”, destaca.
A trajetória esportiva de Maurício também é marcada por uma parceria de longa data com o técnico Fredi Wanderley Pimentel, que o acompanha desde os 13 anos de idade. A presença do treinador em mais uma conquista, décadas depois do início da relação entre os dois, teve significado especial para o atleta.
Ao retornar para Botucatu, Passaroni também celebrou o apoio recebido ao longo da trajetória, destacando a participação da família, dos amigos, dos atletas e de todos que contribuíram para sua caminhada no handebol. Para ele, a experiência reforça que a modalidade pode continuar fazendo parte da vida mesmo com o passar dos anos. “Deixei Natal com o coração transbordando e com a certeza de que a nossa paixão pelo handebol não tem idade, nem limites”, conclui.



